Automação para cabos e fibra óptica

Muitos motores. Um cabo só.

Da torre que puxa a fibra ao navio que lança o cabo no mar: esquemas, painéis elétricos e software para linhas em que dezenas de acionamentos precisam girar como um só.

Um rolo de cabo óptico armado, aberto em degraus em uma das pontas: da esquerda, as fibras coloridas que saem de um tubo loose, os tubos loose encordoados em torno do elemento central de fibra de vidro com os dois fios de amarração, a fita bloqueadora de água, a capa interna azul, a armação de fios de aço galvanizado e a capa externa preta com a marcação impressa.

O setor

Dentro do cabo. E dentro das linhas que o fabricam.

Fibra, tubos loose, encordoamento, capa, armação: cada camada de um cabo sai de uma linha diferente, e cada linha tem os seus motores, as suas medições e as suas receitas, que precisam andar juntos. É aí que trabalhamos, do primeiro esquema à partida.

Para quem fabrica o cabo e para quem constrói as linhas, em plantas novas e em linhas que precisam ser refeitas. Das torres de puxamento ao sistema de lançamento de cabos de um navio, para a Prysmian.

Linha por linha

Cada linha tem o seu ofício. Conhecemos um por um.

  1. A fibra · Torre de puxamento

    O diâmetro se mantém com a tração.

    A preforma desce no forno e o diâmetro da fibra é corrigido pela velocidade do cabrestante, em malha fechada. Enquanto isso, forno, gases de processo e revestimento seguem a receita, em vários andares, a partir de uma única IHM.

    As torres de puxamento
    Detalhe: as fibras coloridas saem do tubo loose azul, com o elemento central e os outros tubos loose ao lado.
  2. O tubo loose · Linha de tubos loose

    O excesso de fibra, sempre o mesmo.

    O excesso de fibra e o diâmetro do tubo loose dependem de tudo ao mesmo tempo: tração dos desbobinadores, temperaturas da extrusora e da calha de resfriamento, velocidade dos cabrestantes. O programa mantém tudo amarrado, mesmo quando a linha acelera ou desacelera.

    A linha de tubos loose
    Detalhe: os tubos loose coloridos cortados em degraus, com o furo e o gel, amarrados pelos dois fios.
  3. O encordoamento · Encordoadeira

    O passo continua o mesmo, até em rampa.

    O passo de encordoamento é uma relação entre a gaiola, ou a inversão do encordoamento SZ, e a velocidade da linha. Na partida e na parada, os dois eixos continuam acoplados e os fios de amarração acompanham: o metro feito em rampa é igual ao feito em regime.

    Detalhe: os tubos loose encordoados em torno do elemento central, presos pelos fios de amarração branco e amarelo, e a fita bloqueadora de água.
  4. A capa · Linha de extrusão

    Espessura e diâmetro, metro a metro.

    Zonas de temperatura da extrusora, rotação da rosca, tração do puxador de lagartas: o medidor lê diâmetro e excentricidade, o spark tester detecta os defeitos. O programa corrige, e cada defeito fica ligado ao metro em que aconteceu.

    Detalhe: a capa interna azul sobre a fita bloqueadora de água, e o início da armação.
  5. A armação · Armadora

    Dezenas de fios, a mesma tração.

    Cada bobina de fio na gaiola tem o seu freio e se esvazia por conta própria. A tração precisa ficar igual em todos os fios, do primeiro metro ao último, e o passo da hélice precisa ficar acoplado à velocidade do cabo.

    Detalhe: os fios de aço galvanizado da armação enrolados em hélice sobre a capa azul, e a capa externa preta.
  6. A bobina · Bobinamento e lançamento

    O diâmetro muda, a tração não.

    Espalhamento, troca de bobina, metragem impressa na capa. E no mar, um carrossel de cabos que se esvazia de 36 para 10 metros de diâmetro enquanto o puxador de lagartas traciona: o sistema de lançamento de cabos que automatizamos no navio Ulisse, para a Prysmian.

    O navio Ulisse
    Detalhe: a capa preta do rolo com a marcação impressa, IEC 60794, 2026, 0125 m.

A sua linha é uma destas? Falar com um técnico

Os projetos

Três linhas, três projetos. Da primeira fibra ao último metro no mar.

Base de duas torres de puxamento de fibra óptica: estrutura verde, fornos, IHMs e colunas de sinalização.

A fibra

As torres de puxamento

Fornos, gases e eixos em poucos metros, para ler de relance. Sinais em ordem, sinótico de processo na IHM, botoeiras que dizem a mesma coisa que o software.

Cliente confidencial Ver o projeto

Linha de tubos loose na oficina: uma fileira de estações verdes com as polias amarelas, cada uma com o seu motor, e os painéis elétricos ao fundo.

O tubo loose

A linha de tubos loose

Muitas estações, cada uma com o seu motor, e a mesma tração da primeira à última. Painel elétrico com os acionamentos, lógica da linha e IHM, testados na oficina antes da entrega.

Cliente confidencial Ver o projeto

Uma das empresas do setor que confiaram em nós

Para quem trabalhamos

Para quem fabrica o cabo. E para quem constrói as linhas.

  • A fábrica

    A linha já existe. O controle, nós mesmos refazemos.

    Uma linha nova para colocar em operação, ou uma que roda há anos com um controle que não tem mais conserto: CLP descontinuado, acionamentos sem peças de reposição, uma IHM que ninguém mais sabe alterar. Refazemos o cérebro e mantemos a mecânica, em uma parada programada. E depois da partida, quem atende o telefone é quem escreveu o programa.

  • O fabricante de máquinas

    As linhas, você constrói. A parte elétrica e o software, nós.

    Desbobinadores, encordoadeiras, linhas de capa ou linhas inteiras: trabalhamos ao lado da sua engenharia, do esquema à partida no cliente. O painel e o programa saem testados com a máquina montada, junto com a documentação necessária para a marcação CE. E se faltar só uma parte, fazemos só essa.

Perguntas

Antes de nos ligar.

As perguntas que sempre chegam, com as respostas que damos por telefone.

A linha foi construída por outro fabricante. Vocês podem mexer nela?

Sim, acontece com frequência. Partimos dos esquemas que existem, ou os redesenhamos se não existirem mais, e do que a linha precisa fazer hoje. Podemos entrar com tudo, ou só com o software, ou só com o painel elétrico.

O CLP foi descontinuado e os acionamentos não têm mais peças de reposição. É preciso trocar a linha?

Não. Mantemos a mecânica, os motores e os cabos de campo, e trocamos o cérebro: controle, IHM e, se for preciso, os acionamentos. O painel novo chega ligado e testado com o próprio software, assim a linha fica parada para conectar e dar partida, não para fazer descobertas. Quanto tempo a parada vai durar, dizemos antes. Como funciona um retrofit

Sincronismos, tração e compensação de diâmetro: são vocês que fazem?

Sim, são o coração do trabalho em uma linha de cabos: referência de linha e rampas, malhas de controle de tração com braço dançarino ou célula de carga, compensação de diâmetro em desbobinadores e bobinadores, relação entre gaiola e tração para o passo de encordoamento. Nós mesmos escrevemos tudo isso e fazemos a sintonia na linha, com a linha rodando.

Medidores de diâmetro, spark testers, contadores de metros: vocês podem manter os que já temos?

Sim. Fazemos a leitura pela rede ou pelos sinais de cada instrumento: os valores entram na lógica da linha e ficam registrados com a bobina e o metro. Em geral, para trocar o controle não é preciso trocar os instrumentos.

Fabricamos máquinas para cabos. Vocês também trabalham para fabricantes de máquinas?

Sim. Fazemos a parte elétrica e o software das suas máquinas, do esquema à partida no seu cliente, com a documentação necessária para a marcação CE. Quem assina o quê, colocamos por escrito antes de começar, junto com o limite de fornecimento.

Vocês também trabalham fora da Itália, ou a bordo?

Sim. Demos partida no sistema de lançamento de cabos do Ulisse a bordo do navio. E já entregamos, colocamos em operação ou demos assistência a instalações na Europa, nas Américas, na Rússia, na China, em Singapura e na Austrália.

Depois da partida, quem responde?

Nós mesmos respondemos, e ao telefone você fala com quem fez o trabalho, não com uma central de atendimento. O primeiro ano de assistência técnica está incluído e, onde há assistência remota, nos conectamos à linha sem sair de Mesero.

O primeiro passo

Conte como é a sua linha. Bastam três coisas.

  1. Uma foto da linha, ou da placa de identificação do painel elétrico.

  2. Marca e modelo do CLP e dos acionamentos.

  3. O que não vai bem hoje. Ou o que a linha nova precisa fazer.

Fotos e esquemas podem ser anexados ao formulário. Quem lê é um técnico, não um orçamento automático: resposta em 1–2 dias úteis.